quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Como se não houvesse o amanhã...


Estava lendo algumas reportagens sobre os desmoronamentos em Angra dos Reis e Ilha grande. E ao ler os relatos das pessoas que perderam parentes e amigos, fui percebendo que elas sofriam muito pelo que não fizeram. Natasha Fernandes, uma das sobreviventes que perdeu sua melhor amiga, Yumi, disse que “queria ter dito que a amava antes de desejar boa noite”.

Será que estamos dando o verdadeiro valor a quem está a nossa volta? Ou só daremos quando perdermos? Não quero parecer dramática ou desesperada, nem apelativa, mas só estou parando para prestar atenção nos fatos. Tenho certeza de que nenhuma das pessoas que morreram esperava ser soterrada de repente, no máximo elas lamentavam que a chuva atrapalharia o Reveillon. Só estou querendo dizer que muitas vezes agimos com descuido, achando que amanhã ou mês que vem tudo vai se resolver, vamos dizer o que queremos, ou fazer o que planejamos, mas a gente não sabe nada sobre o amanhã, quem dirá sobre mês que vem... Será que se amanhã tudo o que conhecemos mudar, todos com que convivemos estiverem longe, se formos ao encontro de Deus, estaremos satisfeitos com tudo o que vivemos? Ou será que ainda não estamos prontos? Pois é...
Vamos nos esforçar para sermos mais carinhosos com nossos pais, mais amigos dos nossos irmãos, mais verdadeiros com as palavras, mais expressivos com os olhares. Dizer um “eu te amo” de vez em quando para os nossos avós já é muito importante para eles, tenho certeza. E sei que só de pensarmos em fazer o que é melhor já nos tornamos muito bons, mas pensar não é o suficiente para fazer o outro entender. Ser muito grato não é o suficiente para o outro saber quão essencial ele foi. É preciso dizer, agradecer, demonstrar. Não percamos o nosso tempo pensando no que aconteceria se fizéssemos o que desejamos. Procure o discernimento e tome uma decisão. Não é uma ordem. É um pedido para que você, como eu, possa estar buscando relacionamentos mais íntimos e verdadeiros. Não vamos deixar nossos orgulhos, medos, inseguranças, traumas, descuidos nos impedirem de demonstrarmos e dizermos o que sentimos, sejam coisas boas ou ruins. Não vamos esperar perder para dar valor. Provavelmente, vai ser tarde demais. E eu sei que nós somos muito bons para deixarmos quem amamos passar sem saberem que são amados, não é? Tenho certeza!!! Beijos. ; )





4 comentários:

  1. Nada a criticar sobre esse post. Eu gostei. E lembrei das palavras de alguem na reuniao do ciranda que eu me infiltrei.. sobre isso de nao esperar perder pra dar o devido valor. Sou meio frio nesse aspecto, mas eu tento melhorar em alguns detalhes e pode ter certeza que vc tá me incentivando nisso ;) E vai incentivar cada um que ler isso aqui. Muito bom =]

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  2. Alguém chamado Hugo Teodoro! Mais uma vez... rs

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  3. MUITO BOM, Rebeca.
    Dizer um “eu te amo” de vez em quando..
    Isso faz um bem.
    'O futuro a Deus pertence'
    Conscientes, façamos valer a pena o que vivemos hoje. Com a devida intensidade, com o devido VALOR! Não vamos fazer com que o orgulho nos traga arrependimento.
    ÓTIMA POSTAGEM, Rebeca. Gostei mesmo!

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  4. Otimo tema.. o bom seria se todos realmente fizessem isso, infelizmente nao eh oq acontece. de todas as pessoas que eu conheco, tenho certeza de que se acontecesse algo com 90% delas, eu me arrependeria de algo que nao disse. adorei.

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