Estava eu, voltando de meu estágio, aflita toda vida. Por quê? Estava matando todas as aulas do dia para fazer um trabalho de desenho para amanhã!
Caminhava pelo shopping, pelo qual passo para cortar caminho até minha casa, quando subitamente sou abordada por um rapaz, um cara de uns quase 30 anos. Aí ele me veio com um papinho de que tinha me visto na Kombi mais cedo (Tá, tudo bem! Nessa hora achei que ele me desejava ardentemente. E que derrota seria, hein! Amor à primeira vista na Kombi? Fala sério!). Apesar das minhas desconfianças, resolvi deixar o cara falar. No fim das contas, o que eu tinha entendido que ele queria era fazer algum tipo de pesquisa comigo para a faculdade de Fisioterapia que ele cursava.
Eu não deveria aceitar e nem queria. Primeiro porque eu estava correndo contra o tempo para fazer o bendito trabalho. Segundo porque eu não sabia as reais intenções do cara. Mas eu imaginei a situação acontecendo comigo e pensei na quantidade de NÃOs que ele já tinha levado e blá. Cedi!
Sentamos numa mesinha da Praça de Alimentação e eu descobri que tinha que tirar os tênis. E, de repente, o Fábio (nome do rapaz) estava fazendo massagem nos meus pés. E eu tava adorando a idéia de ter várias pessoas olhando para a nossa cara e pensando: WTF?
A conclusão da história é que no momento em que estava a cinco minutos de ter uma crise de nervos, me aparece um tal de Fábio, e sem nem saber, salva o meu dia. Em algum momento entre a pressão do estágio, o desespero por uma faculdade recém-saída de greve, o cansaço da noite mal- dormida e no meio de todo o resto, me surge um fisioterapeuta do nada, para me ensinar a como tirar meus pés cansados de dentro do tênis e como massageá-los para evitar o stress e as futuras varizes.
Saindo dali com o sorriso estampado no rosto e os pés relaxadérrimos, me deparo com uma tempestade. Sem guarda-chuva enfrentei aquele aguaceiro de cabeça erguida, porque afinal, eu era uma pessoa relaxada, consciente que para cada Projeto de Hidráulica existe uma massagem nos pés e que para cada stress de estágio, existe um agente fisioterapeuta ensinando as pessoas a relaxarem(Bom, talvez não exatamente nessas proporções, mas você me entendeu).
Tudo bem, eu posso estar sendo sentimentalista demais. O cara só estava fazendo o trabalho dele, que era divulgar a Fisioterapia e o bem que ela traz. Mas, para mim, ele foi a minha válvula de escape e o momento em que me sentei àquela mesa com ele, foi o momento em que tirei meu pensamento das preocupações por 5 minutos, para rir de alguma coisa essencialmente engraçada. Afinal, não é todo dia que alguém que você não conhece, te pede licença para tirar seu tênis e sua meia e massagear os seus pés.
A questão é que, às vezes a gente entre nessa neura de correria, algo que o mundo te impõe de alguma forma e eu tive a graça de me pausarem. Mas para o caso de você não ter tido essa oportunidade: respire fundo, lembre do que te faz pensar valer a pena viver e viva por isso e não para o que te causa dor, cansaço e impaciência. Mude seu foco, sua prioridade, seu olhar e sua postura.
Espero ter mudado seu dia, como o Fábio mudou o meu.
Vou fazer meu trabalho, enfim.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
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