segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Essa nossa particularidade...




"15Se o pé dissesse: Eu não sou a mão; por isso, não sou do corpo, acaso deixaria ele de ser do corpo? 16E se a orelha dissesse: Eu não sou o olho; por isso, não sou do corpo, deixaria ela de ser do corpo? 17Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se fosse todo ouvido, onde estaria o olfato? 18Mas Deus dispôs no corpo cada um dos membros como lhe aprouve. 19Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? 20Há, pois, muitos membros, mas um só corpo. 21O olho não pode dizer à mão: Eu não preciso de ti; nem a cabeça aos pés: Não necessito de vós. 26Se um membro sofre, todos os membros padecem com ele; e se um membro é tratado com carinho, todos os outros se congratulam por ele. 27Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros. 28Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas. 29São todos apóstolos? São todos profetas? São todos doutores? 30Fazem todos milagres? Têm todos a graça de curar? Falam todos em diversas línguas? Interpretam todos?”
1º Coríntios 12


Olá! ; )
Incrível não é? Palavras simples e muito esclarecedoras. Bom, também não era de se esperar menos de Deus, né?
A minha fala hoje é pouca. Não é preciso que se diga muito!

Me chamou muita atenção essa passagem. Muita mesmo. Porque na verdade ela se encaixa perfeitamente aos nossos dias. Já ouvi muita gente se lamentando por não ser o que queria, ou por não ter o talento que o outro tem. E até eu mesma já fiz isso. Mas é importantíssimo que saibamos que a nossa peculiaridade é essencial. Por mais que alguns consigam coisas incríveis, como saber se expressar de forma magnífica, tocar saxofone, gabaritar alguma prova de vestibular, todos eles um dia já precisaram de alguém que os abraçasse, ou que rezasse por eles, ou que limpasse a casa. Assim como em um corpo, onde cada parte é necessária, nós também completamos uns aos outros. Talvez não diretamente, mas completamos. Exalamos perfumes diferentes e isso é ótimo. Só não podemos deixar que o perfume agradabilíssimo do outro seja um empecilho para que alguém possa sentir o nosso, por mais que não seja tão doce, ou tão atraente. Provavelmente, nosso olfato enjoaria de um único perfume. Então não deixe que aquele dom impressionante do outro, aquele que você queria tanto ter, que você até se esforça para alcançar, seja motivo suficiente para se fazer diminuir. Admire, se emocione, aprenda, mas não se diminua. E eu tenho certeza de que existe alguém que reconhece o seu perfume de longe, e gosta de verdade. Porque você, eu e cada um de nós somos parte integrante de um mesmo corpo, o corpo da humanidade que busca o bem e que ama a Deus. Que, no final das contas, é o corpo de Deus. O corpo Igreja.
“Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros.”
Sejamos verdadeiramente membros. Assim seja!



quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Palavras Apenas!

Cantores, escritores, compositores, músicos, poetas... pessoas que se permitem ter o poder da influência, o poder de ativar a sensibilidade no outro.
Não sei exatamente o que leva alguém a escrever algo do tipo “o elixir do prazer na paixão são os seus olhos, olhando nos meus; as suas mãos, envolvendo minhas mãos”¹, mas eu sei que dá vontade de experimentar toda essa vida que algumas palavras bem colocadas despertam.
Sabe, tem música que diz tanto que às vezes dá vontade de acreditar que ela nunca foi inventada, só para poder pensar nela como algo que parte da gente. É ótimo perceber que existem pessoas com dons tão admiráveis que não se limitam a guardá-los, mas sabem torná-los muito mais talentosos e muito cabíveis às nossas vidas.
Existem outros que nem conhecem o dom que têm, que dizem coisas como “desvarios de amor são desvendados por um simples sorriso apaixonado” ² e pensam que são só pensamentos que surgem do nada. Mal sabem o efeito que causam.
E os escritores... Aaah, os escritores. Críticos, colunistas, jornalistas, os próprios escritores de livros, seres tão incrivelmente perspicazes, atentos às atitudes e relações humanas. Não sei o que seria da formação da minha personalidade sem eles.
Mas, apesar de todo o poder que eles conseguem ter, e todas as novidades que não se cansam de trazer, nenhum deles seria o que é, se não fosse por nós, receptores de tudo isso. Como me disse um amigo meu e eu demorei a entender de verdade, “de nada adianta um falante, se não houver um ouvinte” ³. E de fato não adianta mesmo. E é aí que eu, você, e até mesmo os já citados entramos. O incrível dessa troca de sensações e sentimentos só acontece quando o falante é ouvido. E eu queria te convidar a prestar mais atenção às palavras. Provar de toda essa intrigante experiência de ver o outro no que ele diz. É sensacional.
Quem sabe assim, ouvindo enquanto ainda não sabemos como dizer, possamos ser também portadores daquele poder já citado lá em cima, o poder de sensibilizar o outro. Tenho certeza que será muito mais gratificante para nós fazermos parte de quem está perto, e deixar que eles também sejam um pedacinho de nós, seja com as palavras, ou com o silêncio de um bom ouvinte. Talvez esse seja um grande método para ser mais vivo, mais humano, ou qualquer outra coisa que signifique intensidade de sentimentos: ouvir quem está perto e ver o que está lá longe, lá dentro daquela alma que ainda pensa não saber dizer.



1- Música Delicadeza de Jorge Vercillo
2 - Frase de Emanoella da Paz
3 - Frase de Hugo Teodoro

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Como se não houvesse o amanhã...


Estava lendo algumas reportagens sobre os desmoronamentos em Angra dos Reis e Ilha grande. E ao ler os relatos das pessoas que perderam parentes e amigos, fui percebendo que elas sofriam muito pelo que não fizeram. Natasha Fernandes, uma das sobreviventes que perdeu sua melhor amiga, Yumi, disse que “queria ter dito que a amava antes de desejar boa noite”.

Será que estamos dando o verdadeiro valor a quem está a nossa volta? Ou só daremos quando perdermos? Não quero parecer dramática ou desesperada, nem apelativa, mas só estou parando para prestar atenção nos fatos. Tenho certeza de que nenhuma das pessoas que morreram esperava ser soterrada de repente, no máximo elas lamentavam que a chuva atrapalharia o Reveillon. Só estou querendo dizer que muitas vezes agimos com descuido, achando que amanhã ou mês que vem tudo vai se resolver, vamos dizer o que queremos, ou fazer o que planejamos, mas a gente não sabe nada sobre o amanhã, quem dirá sobre mês que vem... Será que se amanhã tudo o que conhecemos mudar, todos com que convivemos estiverem longe, se formos ao encontro de Deus, estaremos satisfeitos com tudo o que vivemos? Ou será que ainda não estamos prontos? Pois é...
Vamos nos esforçar para sermos mais carinhosos com nossos pais, mais amigos dos nossos irmãos, mais verdadeiros com as palavras, mais expressivos com os olhares. Dizer um “eu te amo” de vez em quando para os nossos avós já é muito importante para eles, tenho certeza. E sei que só de pensarmos em fazer o que é melhor já nos tornamos muito bons, mas pensar não é o suficiente para fazer o outro entender. Ser muito grato não é o suficiente para o outro saber quão essencial ele foi. É preciso dizer, agradecer, demonstrar. Não percamos o nosso tempo pensando no que aconteceria se fizéssemos o que desejamos. Procure o discernimento e tome uma decisão. Não é uma ordem. É um pedido para que você, como eu, possa estar buscando relacionamentos mais íntimos e verdadeiros. Não vamos deixar nossos orgulhos, medos, inseguranças, traumas, descuidos nos impedirem de demonstrarmos e dizermos o que sentimos, sejam coisas boas ou ruins. Não vamos esperar perder para dar valor. Provavelmente, vai ser tarde demais. E eu sei que nós somos muito bons para deixarmos quem amamos passar sem saberem que são amados, não é? Tenho certeza!!! Beijos. ; )