domingo, 3 de outubro de 2010

Saudades, tantas saudades...

Me dói o coração pensar que está por vir o tempo das saudades, se é que ele já não veio há tempos. Do que eu estou falando? Deixe-me ser mais clara.
Faz tempo que eu não vejo as pessoas plenas, felizes. Tanto tempo que não vejo um rosto que transpareça serenidade. Faz tanto, tanto tempo que não consigo estar simplesmente satisfeita por andar pelas ruas, pela minha relação com as pessoas ou por ver televisão.
E, bom, talvez sejam os meus olhos que queiram ver demais, ou meu coração que seja sensível demais, mas eu simplesmente não consigo ver mais o que a humanidade tem de melhor, os seus valores. E que saudade disso!
Tudo bem, não quero ser radical aqui. Não estou falando de todo o mundo, até porque, muitos dos que eu tenho por perto são muito mais do que eu realmente precisaria ou desejaria. Mas eles são pouquíssimos, comparados à multidão dos sedentos camuflados deste mundo.
É impressionante ver que as pessoas não conseguem mais acreditar umas nas outras e, cada vez mais, procuram um lugar de refúgio, um esconderijo bem secreto, encoberto pelas máscaras que sentem a necessidade de se impor. E não estou falando de uma realidade distante de mim ou de você, talvez estes sejamos nós mesmos.
O que, por muitas vezes, nós esquecemos é que nossos olhos são verdadeiros traidores dos nossos truques tão bem planejados de camuflagem pessoal. E, só é preciso estar atento para perceber que a pessoa tão bem resolvida à nossa frente, está lutando contra uma carência insistente, ou uma insegurança perturbadora. Só precisamos de um olhar cuidadoso sobre as outras pessoas, para percebermos que aquela menina, do corpo excepcional, insiste em mostrá-lo, não só porque ele é bonito, mas porque, talvez, aquela seja a única coisa realmente boa que ela consegue encontrar em si. Talvez, ela só esteja procurando seus valores no lugar errado. Não que seja culpa dela. O mundo é cruel.
Aaah, que saudade. Do quê? Da vida verdadeira e intensa. Mas não estou falando de vida louca não. Para mim, falta de sanidade nunca foi um atrativo. Eu estou falando do que é especial, singular, íntimo. Amigos de verdade, que sim, vão te decepcionar. Humanos, fazer o quê? Mas amigos que são companheiros e refúgios de carne e osso, tão especiais, tão lindos, tão nossos. Estou falando de confiança, de revolução sadia, de esperança, de fé em Deus, de zelo pelos nossos pais e pelos nossos vovôs. Ah, que saudade de tudo isso. Que saudades de uma beleza elegante, ao invés de vulgar, que saudades de casamentos duradouros e de namorados fiéis (com maravilhosas exceções, é claro). Que saudades das crianças inocentes e dos pais atenciosos. Tanta saudade!
Que saudade de te olhar e ver “a beleza de ser um eterno aprendiz”. Nos tornamos aprendizes preguiçosos demais. E disso o mundo já está cheio.
De qualquer forma, este não é um desabafo público ou qualquer coisa do gênero. É só mais uma tentativa de chamar a atenção daqueles que têm olhos, mas não vêem, que têm ouvidos, mas não escutam.
Nós somos bons demais, para nos desperdiçarmos. Pense nisso! ; )

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Todos juntos, pelo verde e amarelo!

Como todos sabemos, estamos em época de Copa do Mundo. O que isso quer dizer? Ruas enfeitadas, amigos reunidos em frente a televisão, pessoas sendo liberadas mais cedo do trabalho, gritos de gol, conversas com os jogadores (pelo menos tentativas... há sempre esperança de que eles acabem escutando) e todo o resto que já conhecemos bem.
E é muito bom perceber que o ser humano é altamente capaz de ser simpático, animador, confiante, paciente, esperançoso... Como o Brasil fica feliz em épocas de copa, não é ? Queria que pudéssemos ser tão intensos assim no nosso cotidiano, com as pessoas que fazem parte da nossa vida, com as disputas que temos que enfrentar constantemente.
A proposta que vos faço hoje, leitores desta humilde aspirante a escritora, é viver intensamente e atentamente cada um dos momentos que o atual acontecimento proporciona. Perceber que, na verdade, o grande e verdadeiro significado desta disputa internacional de futebol está muito mais próximo de nós do que imaginamos. Eu não sei realmente onde está o grande valor disso tudo para você. Entretanto, posso afirmar, que para mim, o real valor está nos churrascos com os amigos, em poder ver minha família toda em casa, torcendo pelo mesmo ideal, ver que finalmente as pessoas encontraram motivos para festejar em meio a tanta violência e tantos problemas – inclusive, acho que até os bandidos, assaltantes, traficantes etc, param suas atividades para torcer pelo nosso Brasil-, está nas reações das pessoas quando vêem que valeu a pena esperar os 44 minutos do segundo tempo, se houve um gol decisivo aos 45.
Na verdade, não sou uma grande patriota. Amor à pátria? Não, amor às pessoas. Mas enquanto a idéia de nação for um agente que aproxime as pessoas, ela me parecerá bem aceitável.
Torçamos então pelo nosso país, aproveitemos os momentos que a Copa do Mundo nos proporciona e vivamos intensamente as emoções e reações do outro, mas, principalmente, as nossas.
; )


domingo, 16 de maio de 2010

Um pouquinho mais de empatia...


A cada dia que passa, eu vejo mais a necessidade de entendimento entre as pessoas. Seja ele um entendimento verbal, ou alguma coisa que ultrapasse um pouco o óbvio. Não estou dizendo isso só pra ter algo para postar no blog. Não mesmo. Pelo contrário, estou postando porque existe algo que me incomoda e preciso dizer.


Ultimamente, tenho visto tanta gente brigando, tanto desentendimento bobo, tanta mágoa desnecessária. E muitas das vezes o motivo é uma falta de comunicação, uma falta de cuidado em entender o outro. Digo isso por fatos concretos mesmo. É ruim perceber o quão egoísta ou individualista pode ser o ser humano. E pior ainda perceber que isso só vem aumentando.


Às vezes as diferenças se tornam motivo para desrespeito ou preconceito. Queridos, seja lá qual for a nossa opinião e a divergência dela com a do outro, seja lá qual for o nosso proceder e o contraste com o proceder alheio, sejamos racionais o suficiente para perceber que não muda absolutamente nada, pelo menos não de forma positiva, o nosso calar indignado, ou o nosso gritar exagerado. Nós, seres humanos, precisamos conversar. CONVERSAR. Será tão difícil? Claro, não tiro o mérito e o valor do silêncio, mas ele não nos é o ideal o tempo todo.


Acredito que quando as pessoas conversam elas se acrescentam e no final das contas acabam descobrindo que, apesar de todas as diferenças quase insuportáveis, existe uma parte interessante em comum. Não importa se pegamos o metrô em Triagem e temos que empurrar todo mundo para entrar ou se já estávamos lá dentro desde a Pavuna e somos esmagados nas estações seguintes, não importa se somos nerds ou não-nerds, não importa se somos católicos ou espíritas, nem se falamos 'nem' ou 'hodiernamente', nós precisamos nos respeitar, como seres pensantes e sensíveis. E mais que isso, desejar o bem, amar nas suas devidas proporções.


Sei que já disse isso algumas vezes, mas eu realmente acredito no poder da comunicação e, claro, na empatia. Grande sacada a do meu namorado -lindo, maravilhoso, inteligente, engraçado, sexy... Tá. Parei. - quando deu a idéia do nome ao blog. O que seria da humanidade sem o grande poder de empatia de alguns?


Nós precisamos parar de pensar no outro como inimigo. Não somos inimigos uns dos outros. Não somos. Sejamos mais sensíveis às necessidades do outro. Se não partir de nós, partirá de quem? é isso!


Beijo&meliga =]

terça-feira, 30 de março de 2010

A beleza de ser um eterno aprendiz...


Eu estive recentemente em duas casas de apoio a crianças com câncer. E sabe o que eu enxerguei? Crianças com pernas amputadas, carecas, com parte do rosto imobilizada, com a cabeça desproporcional ao corpo, crianças perfeitas fisicamente, crianças frágeis, moles. Mas sabe o que eu vi? Sorriso e brilho nos olhos, felicidade e vitalidade.
A gente costuma pensar que aqueles que têm alguma doença mais séria é que precisam de ajuda. Bom, é claro que isso não deixa de ser verdade, considerando que os tratamentos são caríssimos e que a doença requer cuidado. Entretanto, experimente passar meia-hora com essas crianças, nem que seja só observando-as, para ver se você não vai perceber que quem precisa mais dessa relação é você...
Hoje eu quero te falar de algo ainda mais prático do que eu tenho falado sempre. Só de se olhar com mais amor, mais carinho e mais admiração. Se olhar mesmo, externamente. Sabe por quê? Porque essas pessoas – crianças e adolescentes – conseguiam manter uma felicidade tão exposta, tão clara, que fazia com que a falta de uma perna, ou a falta de cabelo fossem nada. Nenhum tipo de obstáculo. E quantas vezes eu e você nos queixamos daquele músculo que já foi maior, ou da pele que já teve menos espinha.
Eu te garanto que aquele cabelo que você jogou pra lá, jogou pra cá, no estilo Joelma, numa tentativa - que você considerou frustrada – de fazê-lo ficar bonito, combina perfeitamente com o sorriso verdadeiro que, de vez em quando, brota no seu rosto.
Eu te garanto que o seu corpo, esse que você anda criticando, encaixa incrivelmente com o brilho nos olhos que você carrega, quando quer.
Sabe o que eu aprendi? Que a beleza não é auxílio ou empecilho da felicidade. Em vez disso, a felicidade gera a beleza, seja ela interior ou exterior.
Não se prenda tanto ao corpo que você queria ter, se preocupe com a pessoa que você precisa ser. Isso pode parecer bem clichê, mas quantas vezes já ouvi e já caí no mesmo erro. Só que eu acredito que a vida se faz pela busca constante do crescimento. Eu estou tentando crescer? E você?
É claro que eu aprendi muito mais do que isso com essas pessoas, mas aí já são outros posts... Rs. E não acho que saberia passar para as palavras!
Ééé... as palavras... Tão insuficientes às vezes!

terça-feira, 2 de março de 2010

A mudança que você quer ver...

Estava eu na minha aula de literatura, atenta à revisão de Parnasianismo. Em dado momento, o professor citou a figura de Gylca Machado. Quem é esta? Pois é... Poucos sabem. Ela foi por duas vezes eleita a melhor poetiza do Brasil, por volta do ano de 1933. Melhor poetisa do Brasil. E mesmo assim, como já constatado, poucos a conhecem. Isso porque os escritores da época, os tão “cheios de si” parnasianos não permitiram que a informação chegasse até nós. Ao descobrir, pela primeira vez, que o melhor poema da época era de uma mulher (ela usava um pseudônimo masculino), eles organizaram um outro concurso, onde, para a grande surpresa, Gylca ganhou novamente. Assim, eles começaram a agredir moralmente a poetisa, indo aos jornais e levantando questões supostamente polêmicas de sua vida pessoal. Assim, seu nome foi esquecido, somente conhecido por poucos que tiveram este delicioso privilégio.
Ééé, meus caros amigos, injustiça e monopólio. E algo que costumo chamar de indiferença exacerbada. Além de uma incapacidade quase inacreditável de se reconhecer menor em alguma coisa. O pior é perceber que a indiferença não se deteve àqueles tempos, já que até hoje pouquíssimos ouviram falar desta mulher.
Bom, como tenho ciência de que não possuo o poder de mudar o passado, me utilizo dele para chamar atenção para o presente.
O quanto temos sido justos no nosso dia a dia? Será que é o suficiente fazer o “seu correto” e deixar que o outro tenha total responsabilidade sobre o dele? Bom, não sei qual é a sua resposta para isso, mas dentro do “meu correto” está a busca pelo “correto do outro”. Não me parece suficiente cuidar só de mim. As pessoas daquela época se deixaram ser manipuladas e não se importaram em fazer com que a melhor poetiza do Brasil fosse conhecida. Assim como Gylca Machado não teve o reconhecimento que merecia, quantas pessoas hoje sofrem injustiças, menosprezos, dores e por mais que o nosso coração balbucie um pouco, não fazemos exatamente nada!? Por onde nós estivemos, com o que nossas cabeças têm estado ocupadas para simplesmente chegarmos à conclusão de que o choro desesperado de uma criança não nos importa? E que somos pequenos ou insignificantes demais para transformarmos o que o mundo já está habituado a ser. Eeei, entenda... Se você muda, o mundo já mudou, porque você está nele. Quando uma parte muda, o resultado todo se transforma. Como nós podemos ser insignificantes então? Nos tornamos invisíveis, inaudíveis, imperceptíveis? Ou optamos por isso?
Não sejamos indiferentes. Nossas ações têm grande peso e valor para alguém ou alguéns. Enquanto você não acreditar que faz a diferença, você realmente não vai fazê-la. Desculpe-me por te revelar essa responsabilidade, mas agora depende só de você. Você sabe o que fazer. Só precisa se esforçar para ver. E, lógico, tentar.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Arvorear...


Texto inspirado em palavras de Victor Hugo Nascimento.

Ser árvore... o que será que isso significa?
Uma árvore é formada de raiz, caule, folhas, podendo ter flores e frutos, ou não. Relembrando o que a tia Tetéia um dia nos explicou na terceira série, os frutos são os que conduzem a semente e servem de sustento e benefício para o homem e os animais. Em outras palavras, alimento. Já as flores são os órgãos da reprodução sexuada das plantas superiores, permitindo assim o surgimento de novas árvores com a mesma essência da “original”.
Como já sabemos, as folhas caracterizam a árvore e é a partir delas que todo o ser vegetal respira, logo sobrevive. O canal que liga a raiz às plantas superiores é o que nós chamamos de caule. E por fim, chegamos à raiz, cuja função fundamental é fixar o organismo vegetal e retirar do solo os nutrientes e a água necessários à vida da planta.
Teorias a parte, queria te convidar a um novo olhar sobre tudo isso. Ouse um pouco e experimente se enxergar como árvore. Lembrando que para que todo o organismo vegetal funcione bem, cada parte precisa estar bem definida e com a consciência de que trabalha em conjunto. A raiz não teria importância se não houvesse a quem nutrir, sustentar e fixar. E bom, é evidente que as folhas morreriam sem a raiz.
É interessante notar que a mesma árvore que dá sombra agradável, embeleza e alimenta, precisou de muitos e muitos anos para chegar a um estágio desses, algo que passa a fazer com frequência, constância e naturalidade, a não ser que o solo, ou as condições não sejam favoráveis.
Antes de se abrir em um amontoado de folhas, a raiz, o caule e as plantas aprendem a interagir, aprendem a dose e o momento certo de trabalharem. E crescem.
Ao crescer dão frutos e flores, mas como se não bastasse a beleza que trazem com esses processos, se doam ainda mais. Para alimentar o outro, dão parte de si e se deixam ser parcialmente trituradas, mastigadas e engolidas, repetindo sempre o mesmo processo, por mais doloroso que seja. Além disso, percebem a necessidade de levar esse bem a outros lugares, expandir o bem, porque reconhecem-se não suficientes. Deixam suas partes serem transportadas pelos pássaros, abelhas...
Enfim, haja vida para ser árvore, hein... Pode parecer uma analogia boba, mas não é se você prestar bem atenção.
Aonde eu quero chegar com tudo isso? Nada muito complexo...
Quero te convidar a ser árvore. Perceber que se doar ao outro é importantíssimo e extremamente gratificante, mas requer dor. Buscar a Deus, sem querer entender os porquês de Suas vontades, assim como a árvore busca o sol, sem saber o que ele é, porque precisa dele. Acredito que arvorear seja dar sombra, conhecer a si mesmo, entender as suas particularidades, se dar em alimento, ver a necessidade de fazer brotar outras sementes com a mesma essência e por mais que talvez os galhos quebrem e as folham caiam, a raiz permanece firme em um solo que não cessa de nutrir. Um solo que nós chamamos de Deus.
Eu só quero que você se atente aos fatos e consiga ter um novo olhar, de quem sabe que a paciência traz grandes consequências, não em tamanho, em qualidade, e que a dor muitas vezes é necessária, quando não caminho, para ser mais. É preciso saber abrir mão de algumas partes que parecem tão nossas, para chegar a estágios mais altos, renovando-os constantemente.
Lembrando que existem árvores que não dão frutos, nem tem flores, mas estas não exalam perfume, nem enfeitam, embelezam, ou chamam atenção. Por outro lado, elas se privam das dores de se doar e não precisam de processos tão longos pra chegar ao seu limite. A árvore que você quer ser é você quem escolhe. Eu já tenho a minha decisão. Qual é a sua?
Reconheçamo-nos então um arboreto, árvores diversas, com funções diversas, mas um arboreto diferente porque temos um mesmo fim: a vida verdadeira e em abundância.
Arvoreie, com tudo o que isso exige e significa para você! Você vai entender depois de algum tempo, que ser árvore requer muita, mas MUITA humanidade.

“A sua maneira de ser para mim, já poda o que há de ruim!”
Vamos cuidar do nosso jardim? =D

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Não mata, não engorda e não faz mal!


Aaah, o carnaval!!! Época gostosa demais. É muito bom perceber que, nessa época de carnaval, nós, os brasileiros, passamos a nos tratar de maneira bem mais educada, igualitária. Ninguém repara no que você está vestindo com olhar de avaliação, afinal no carnaval cada um é livre para vestir o que quiser. Ninguém se importa se você mora em Copacabana ou na Pavuna, se você é funkeiro ou rockeiro, se é idoso ou ainda muito novinho. As pessoas estão preocupadas em se divertir, dançar, pular, rir. É tão interessante tudo o que a gente vê no Carnaval... Senhores dançando com as netinhas, todo mundo disposto a desejar um ‘bom dia’ ou um ‘feliz carnaval’ para qualquer desconhecido, amigos descobrindo novos jeitos de se divertir. Não estou falando das novidades supostamente tão normais. Essa coisa de beijar na boca de uns 30 desconhecidos por dia e achar que isso tudo é só estar curtindo o momento. Mas se for para ser tratada com muito mais atenção pelos outros e ver que as pessoas se respeitam mais e se aceitam mais, eu queria Carnaval o ano inteiro. É claro que não seria muito conveniente acordar cinco e pouca da manhã, andar como um zumbi até o metrô e de repente me deparar com uma multidão pulando e cantando o novo samba-enredo da Beija Flor, mas seria muito gratificante receber alguns sorrisos assim que eu entrasse no metrô, pronta para ser esmagada por todos os trabalhadores e estudantes. Tenho certeza de que os sorrisos fariam toda a diferença na minha vida diária.
Veja bem. O que eu estou dizendo não é que eu quero aquela zona para minha vida, já bastam quatro dias por ano. Até porque toda zona tem um momento de caos. E o bom senso define o carnaval de cada um: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”¹ . Mas se for preciso esperar o carnaval para perceber mais humanidade nas pessoas, um olhar de mais acolhimento, eu declaro agora o meu carnaval diário.
Não espere o próximo carnaval para ser atencioso. Ele passa muito rápido e só acontece uma vez por ano. A gente pode não sentir a diferença que algumas pequenas atitudes fazem, mas algumas pessoas, como eu, se sentem mais satisfeitas quando se vêem queridas e acolhidas. A frieza é um mal completamente desnecessário e muito doloroso para quem dele é alvo. Divirta-se no Carnaval que você escolher, porque, no final das contas, quem faz o seu Carnaval é você! =]

1-I Coríntios 6, 12

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Essa nossa particularidade...




"15Se o pé dissesse: Eu não sou a mão; por isso, não sou do corpo, acaso deixaria ele de ser do corpo? 16E se a orelha dissesse: Eu não sou o olho; por isso, não sou do corpo, deixaria ela de ser do corpo? 17Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se fosse todo ouvido, onde estaria o olfato? 18Mas Deus dispôs no corpo cada um dos membros como lhe aprouve. 19Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? 20Há, pois, muitos membros, mas um só corpo. 21O olho não pode dizer à mão: Eu não preciso de ti; nem a cabeça aos pés: Não necessito de vós. 26Se um membro sofre, todos os membros padecem com ele; e se um membro é tratado com carinho, todos os outros se congratulam por ele. 27Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros. 28Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas. 29São todos apóstolos? São todos profetas? São todos doutores? 30Fazem todos milagres? Têm todos a graça de curar? Falam todos em diversas línguas? Interpretam todos?”
1º Coríntios 12


Olá! ; )
Incrível não é? Palavras simples e muito esclarecedoras. Bom, também não era de se esperar menos de Deus, né?
A minha fala hoje é pouca. Não é preciso que se diga muito!

Me chamou muita atenção essa passagem. Muita mesmo. Porque na verdade ela se encaixa perfeitamente aos nossos dias. Já ouvi muita gente se lamentando por não ser o que queria, ou por não ter o talento que o outro tem. E até eu mesma já fiz isso. Mas é importantíssimo que saibamos que a nossa peculiaridade é essencial. Por mais que alguns consigam coisas incríveis, como saber se expressar de forma magnífica, tocar saxofone, gabaritar alguma prova de vestibular, todos eles um dia já precisaram de alguém que os abraçasse, ou que rezasse por eles, ou que limpasse a casa. Assim como em um corpo, onde cada parte é necessária, nós também completamos uns aos outros. Talvez não diretamente, mas completamos. Exalamos perfumes diferentes e isso é ótimo. Só não podemos deixar que o perfume agradabilíssimo do outro seja um empecilho para que alguém possa sentir o nosso, por mais que não seja tão doce, ou tão atraente. Provavelmente, nosso olfato enjoaria de um único perfume. Então não deixe que aquele dom impressionante do outro, aquele que você queria tanto ter, que você até se esforça para alcançar, seja motivo suficiente para se fazer diminuir. Admire, se emocione, aprenda, mas não se diminua. E eu tenho certeza de que existe alguém que reconhece o seu perfume de longe, e gosta de verdade. Porque você, eu e cada um de nós somos parte integrante de um mesmo corpo, o corpo da humanidade que busca o bem e que ama a Deus. Que, no final das contas, é o corpo de Deus. O corpo Igreja.
“Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros.”
Sejamos verdadeiramente membros. Assim seja!



quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Palavras Apenas!

Cantores, escritores, compositores, músicos, poetas... pessoas que se permitem ter o poder da influência, o poder de ativar a sensibilidade no outro.
Não sei exatamente o que leva alguém a escrever algo do tipo “o elixir do prazer na paixão são os seus olhos, olhando nos meus; as suas mãos, envolvendo minhas mãos”¹, mas eu sei que dá vontade de experimentar toda essa vida que algumas palavras bem colocadas despertam.
Sabe, tem música que diz tanto que às vezes dá vontade de acreditar que ela nunca foi inventada, só para poder pensar nela como algo que parte da gente. É ótimo perceber que existem pessoas com dons tão admiráveis que não se limitam a guardá-los, mas sabem torná-los muito mais talentosos e muito cabíveis às nossas vidas.
Existem outros que nem conhecem o dom que têm, que dizem coisas como “desvarios de amor são desvendados por um simples sorriso apaixonado” ² e pensam que são só pensamentos que surgem do nada. Mal sabem o efeito que causam.
E os escritores... Aaah, os escritores. Críticos, colunistas, jornalistas, os próprios escritores de livros, seres tão incrivelmente perspicazes, atentos às atitudes e relações humanas. Não sei o que seria da formação da minha personalidade sem eles.
Mas, apesar de todo o poder que eles conseguem ter, e todas as novidades que não se cansam de trazer, nenhum deles seria o que é, se não fosse por nós, receptores de tudo isso. Como me disse um amigo meu e eu demorei a entender de verdade, “de nada adianta um falante, se não houver um ouvinte” ³. E de fato não adianta mesmo. E é aí que eu, você, e até mesmo os já citados entramos. O incrível dessa troca de sensações e sentimentos só acontece quando o falante é ouvido. E eu queria te convidar a prestar mais atenção às palavras. Provar de toda essa intrigante experiência de ver o outro no que ele diz. É sensacional.
Quem sabe assim, ouvindo enquanto ainda não sabemos como dizer, possamos ser também portadores daquele poder já citado lá em cima, o poder de sensibilizar o outro. Tenho certeza que será muito mais gratificante para nós fazermos parte de quem está perto, e deixar que eles também sejam um pedacinho de nós, seja com as palavras, ou com o silêncio de um bom ouvinte. Talvez esse seja um grande método para ser mais vivo, mais humano, ou qualquer outra coisa que signifique intensidade de sentimentos: ouvir quem está perto e ver o que está lá longe, lá dentro daquela alma que ainda pensa não saber dizer.



1- Música Delicadeza de Jorge Vercillo
2 - Frase de Emanoella da Paz
3 - Frase de Hugo Teodoro

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Como se não houvesse o amanhã...


Estava lendo algumas reportagens sobre os desmoronamentos em Angra dos Reis e Ilha grande. E ao ler os relatos das pessoas que perderam parentes e amigos, fui percebendo que elas sofriam muito pelo que não fizeram. Natasha Fernandes, uma das sobreviventes que perdeu sua melhor amiga, Yumi, disse que “queria ter dito que a amava antes de desejar boa noite”.

Será que estamos dando o verdadeiro valor a quem está a nossa volta? Ou só daremos quando perdermos? Não quero parecer dramática ou desesperada, nem apelativa, mas só estou parando para prestar atenção nos fatos. Tenho certeza de que nenhuma das pessoas que morreram esperava ser soterrada de repente, no máximo elas lamentavam que a chuva atrapalharia o Reveillon. Só estou querendo dizer que muitas vezes agimos com descuido, achando que amanhã ou mês que vem tudo vai se resolver, vamos dizer o que queremos, ou fazer o que planejamos, mas a gente não sabe nada sobre o amanhã, quem dirá sobre mês que vem... Será que se amanhã tudo o que conhecemos mudar, todos com que convivemos estiverem longe, se formos ao encontro de Deus, estaremos satisfeitos com tudo o que vivemos? Ou será que ainda não estamos prontos? Pois é...
Vamos nos esforçar para sermos mais carinhosos com nossos pais, mais amigos dos nossos irmãos, mais verdadeiros com as palavras, mais expressivos com os olhares. Dizer um “eu te amo” de vez em quando para os nossos avós já é muito importante para eles, tenho certeza. E sei que só de pensarmos em fazer o que é melhor já nos tornamos muito bons, mas pensar não é o suficiente para fazer o outro entender. Ser muito grato não é o suficiente para o outro saber quão essencial ele foi. É preciso dizer, agradecer, demonstrar. Não percamos o nosso tempo pensando no que aconteceria se fizéssemos o que desejamos. Procure o discernimento e tome uma decisão. Não é uma ordem. É um pedido para que você, como eu, possa estar buscando relacionamentos mais íntimos e verdadeiros. Não vamos deixar nossos orgulhos, medos, inseguranças, traumas, descuidos nos impedirem de demonstrarmos e dizermos o que sentimos, sejam coisas boas ou ruins. Não vamos esperar perder para dar valor. Provavelmente, vai ser tarde demais. E eu sei que nós somos muito bons para deixarmos quem amamos passar sem saberem que são amados, não é? Tenho certeza!!! Beijos. ; )