quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

"Viver e não ter a vergonha de ser feliz!"

“...Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e tornar-se um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma...”
SER FELIZ- FERNANDO PESSOA

“Deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da própria história!”
Quem é que nunca se fez vítima dos problemas? Eu já, pelo menos. Às vezes parece que nossa dor ou as tribulações que enfrentamos são tão maiores do que o suportável, não é!? E que reclamar, lamentar, chorar, gritar são simplesmente as reações de quem está sofrendo com os fatos. E na verdade, pode até ser. Mas, sinceramente, ninguém nunca disse que a vida era fácil. Muito pelo contrário, desde pequena sempre escutei que é preciso ser forte, que a vida era uma luta. Não me enquadro exatamente em nenhum dos dois extremos. Na verdade, ainda acho muito difícil definir vida, ou felicidade. Ainda preciso viver muito para isso.
Reclamar, chorar é natural e até saudável. Todos nós precisamos externar um pouco os nossos sentimentos. Faz parte da nossa humanidade. Mas cabe a nós percebermos quando nossas lamentações passam de reações inevitáveis e naturais, para um estado de espírito permanente. Se for assim, como existirá o “oásis no recôndito da sua alma”, como diz Fernando Pessoa? Nessa tão indescritível vida, não se pode simplesmente desistir, ou se adaptar ao que não é tão satisfatório. Talvez esteja aí a infelicidade.
Ser autor da própria história vai muito além de trabalhar, ter altos salários e uma família morando em uma casa própria. Implica vontade de se descobrir, de entender os próprios sentimentos, explorar os talentos, saber liberar a conturbação de pensamentos, e aí sim, partir ao encontro do que vem de fora. Ninguém consegue ter uma vida exatamente feliz e levar a felicidade ao outro, sem nunca experimentar de uma paz de espírito que dá arrepios de tão leve e não saber se perdoar pelo que fez ao melhor amigo.
Não acho que a vida seja um grande mistério. Só é preciso estar mais atento ao que de tão evidente, passou a despercebido. E no final das contas, quando formos bem velhinhos e nossos netinhos estiverem sentados no nosso colo, vamos ver que valeu muito a pena tudo o que fizemos e tudo o que aprendemos. Só não caiamos no descuido agora, para que quando nossos netos perguntarem se mudaríamos alguma coisa, nossa resposta não seja: Se eu tivesse feito isso, eu seria muito mais feliz. Façamos o que tiver de ser feito para que à essa pergunta só haja uma resposta: Não, pode ter certeza de que eu não mudaria nada! ; )
Sejamos mais livres e espontâneos em 2010. Feliz Ano Novo!!!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

“Mas é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem!”


“O tempo passou
Feito um louco
Quebrando as vidraças
E a gente ficou
Aqui, sem ter nem pra onde ir,
Por medo ou preguiça
Aqui, ilhados por nós.”
MELHOR LUGAR – JORGE VERCILO E DUDU FALCÃO

O tempo passou feito um louco, e amanhã já é Natal!
Todos nós preparamos nossas casas e nossos corações para as emoções fortes que esse momento traz. E é bem provável que você, como eu, pare para pensar no que passou. O problema é se, no final das contas, acabarmos percebendo que nada mudou. Por mais que talvez o ano tenha sido bom, as coisas tenham fluído bem, nossos estudos tenham dado certo, nosso trabalho tenha sido satisfatório e nossas famílias tenham estado em harmonia, não se deve calar essa vontade de desejar o novo. Não estou falando dessa tal “novidade século XXI”. Estou falando de alguma mudança de comportamento, alguma nova maneira de se descobrir e de se expressar, uma nova meta, um novo escritor preferido. São situações muito práticas, muito simples, mas essenciais. Como disse um amigo meu, “que não seja suplantado nosso desejo de ser mais”(créditos para Hugo Teodoro, haha). Achar que tudo já está suficientemente bom é acabar se limitando ao razoável, o que já não me parece tão suficiente assim. Talvez seja mais cômodo, mas nunca será tão gostoso e tão vivo.
Não vejo problema algum em amar o passado, o problema está em não se deixar amar o novo. O novo sempre vem, já dizia Elis Regina, e temos que estar dispostos a vivê-lo.
Que não nos ilhemos. Nossa essência tem muito a dar, e que não sejam o medo, ou a preguiça, ou qualquer outra coisa que parta de nós, os impecilhos para essa transformação.
Experimente essa novidade. Viva o Natal e um Feliz Ano (muito) Novo!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Empatia!


Olá! ; )
Eu demorei um tempo para pensar em um nome para esse blog. E depois de muitos palpites, conselhos e indecisões, me decidi pela palavra ‘empatia’. Palavra essa que conheço há pouco tempo, mas que, de certa forma, chama atenção.
Segundo o dicionário Aurélio, empatia é a tendência para sentir o que se sentiria caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa. Já de acordo com Hoffman, é a resposta afetiva vicária a outras pessoas, ou seja, uma resposta afetiva apropriada à situação de outra pessoa, e não à própria situação.
Mas para que usar de tanta formalidade, para falar de algo tão prático? A única idéia que eu quero passar com esse nome é que sejamos mais “empáticos”- licença poética, rs-, que percebamos um pouco mais do outro.
Um dia desses, eu fiquei indignada, por ver no metrô uma senhora de bastante idade, pedindo para sentar nos bancos que são preferenciais aos idosos e todos os ocupantes dos bancos fingindo que não escutavam. Graças a Deus, a consciência pesou em alguém que estava no final do vagão, que finalmente teve uma atitude um pouco mais humana. Eu fico ainda um pouco surpresa, no sentindo negativo da palavra, com essa indiferença que existe quanto ao outro. O outro de hoje, pode ser o eu de amanhã. E mesmo que não seja, o que nos diferencia das atitudes selvagens, então? Se optamos por viver numa sociedade, tenhamos um pouco mais de consciência social.
Esse provavelmente não é o significado cru da palavra empatia, mas eu acredito que nós, leitores, temos o poder de transformar o significado do que lemos, contanto que haja algum motivo coerente para isso.
Vivamos, então, como pessoas um pouco menos egoístas, talvez um “levantar de um banco” no metrô, ou maior respeito aos idosos seja o começo para uma grande transformação nas nossas cidades. Você acredita? Eu acredito.
A propósito, seja Bem-Vindo!