domingo, 22 de setembro de 2013

Corri pra viver!

Ela correu, como nunca antes e, tinha certeza, como nunca depois! Correu corrida necessária, com velocidade suficiente para que o vento lhe empurrasse os cabelos longos e maltratados! Decidiu que hoje seria livre, mas, em cada passo que dava, vinha-lhe o peso do querer voltar atrás, o medo de não saber o que é liberdade! 

 "Pára de insistir! Eu não quero mais você, não te desejo e não te amo!" 

Ninguém (nunca) ia saber como aquelas palavras lhe rasgaram por dentro! Cada letra lhe aparecia desenhada sempre que se lembrava daquele dia! Aquele cara... ah, ele não sabia o mal que tinha feito!

"Por que eu não sou mais quem você precisa?" Foi a pergunta que ela fez, mas sem resposta. 

Era a pergunta que lhe aprisionava: O que ela precisava para ser boa!? 
 Acontece que a vida a obrigou a seguir em frente, assim como fez com todos os outros. E enquanto tentava viver a sua dor, as pessoas lhe pediam para ser forte! Até que ela acreditou que esta era uma obrigação. Isso a fez superar tudo, exceto pelos momentos em que se trancava no banheiro para chorar e o dia em que desmaiou a caminho do trabalho, porque não teve vontade de comer nada durante o dia anterior! Ah... também tem aqueles dias em que ela entra no banho sem se olhar no espelho, mas isso também não vem ao caso. 

Tudo permanecia muito bem, até que um dia, um amigo que não via há tempos, quando a encontrou, fez uma pergunta intrigante:

  - O que fizeram com você?
 - Como assim? Do que você tá falando?
 - Do que eu estou falando? Existia um detalhe essencial na sua relação com as pessoas! Quando as pessoas conversavam com você, você olhava nos olhos, de maneira tão segura e atenta, a ponto de fazê-las se sentir valiosas e "em casa"! Agora, estamos conversando há 20 minutos e ainda não tive o prazer de encontrar aquele seu olhar!

O que aconteceu depois daí, ela não lembra! Só sabia que aquilo a tinha bagunçado toda por dentro. Cara, já faziam anos que aquele dia doído tinha passado! O dia em que se sentiu completamente sem valor! E como aquilo a tinha transformado? Como ela pôde deixar que uma pessoa a destruísse e construísse algo muito pior em seu lugar? Foi então que decidiu... uma semana depois da conversa com o seu amigo... ela precisa voltar! Então correu, como nunca antes e, tinha certeza, como nunca depois! 

A cada passo que dava, lembrava do que precisava deixar pra trás! Ela começou de fora para dentro... tirou a blusa e deixou à mostra o biquíni que não usava há 3 anos! Decidiu que não se importaria em ter o corpo das outras mulheres da academia. Se sentiu diferente. Não se preocupou em tentar decifrar os olhares que lançavam sobre ela. Ela se importou em correr! Mas esse foi só o primeiro passo efetivo, depois de tantos passos suados daquela corrida... veio então o segundo passo, descobrir que existiam feridas profundas, camufladas pela necessidade de ser forte. Pensar em tudo aquilo a deixava agitadíssima, a ponto de precisar correr mais rápido. Enquanto acelerava pensava que não ia mais aguentar... aguentou o quanto pôde, até perceber que ela era um ser humano, e não podia aguentar tudo! Ao constatar que era fraca, parou de correr, sentou-se no primeiro canteiro que encontrou e vomitou! Vomitou o que tinha no estômago, o que carregava nas costas e o que pesava na alma!

Caminhou então para o mar que tinha a frente, para se limpar... do vômito, e daquelas outras coisas. Mergulhou! Prendeu a respiração por um tempo, a fim de ficar o máximo possível debaixo daquela água gelada! Pensou em tudo o que tinha vivido em alguns minutos de corrida! Levantou e agradeceu por poder respirar. Caminhou então... se sentia muito pequena, num mundo de outros humanos muito pequenos. Mas ela estava muito feliz, porque, depois de tantos anos, descobriu um tesouro: ela tem o direito de ser fraca de vez em quando! 

Depois daí, as coisas não se tornaram fáceis, a vida daquela menina não virou de cabeça pra baixo... a questão é que, ela se virou de cabeça para cima! E aí... numa luta diária por ser plena, ouvem-se alguns comentários sobre um olhar especial de uma jovem que trata com amor e que merece alguém que a trate bem. Quando arrumou a bagunça que tinha por dentro, conseguiu arrumar as bagunças dos outros, inclusive de um rapaz que tinha uma maneira tão especial de conversar. Esse rapaz tinha umas falas muito boas que sempre geravam alguma movimentação dentro das outras pessoas. Uma vez encontrou com ele na rua... e depois de um tempo de conversa, estranhou! Ele tinha mudado tanto... Perguntou então: "O que fizeram com você?"

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Confissões de uma Aspirante a Engenheira em Crise

Estava eu, voltando de meu estágio, aflita toda vida. Por quê? Estava matando todas as aulas do dia para fazer um trabalho de desenho para amanhã!

Caminhava pelo shopping, pelo qual passo para cortar caminho até minha casa, quando subitamente sou abordada por um rapaz, um cara de uns quase 30 anos. Aí ele me veio com um papinho de que tinha me visto na Kombi mais cedo (Tá, tudo bem! Nessa hora achei que ele me desejava ardentemente. E que derrota seria, hein! Amor à primeira vista na Kombi? Fala sério!). Apesar das minhas desconfianças, resolvi deixar o cara falar. No fim das contas, o que eu tinha entendido que ele queria era fazer algum tipo de pesquisa comigo para a faculdade de Fisioterapia que ele cursava.

Eu não deveria aceitar e nem queria. Primeiro porque eu estava correndo contra o tempo para fazer o bendito trabalho. Segundo porque eu não sabia as reais intenções do cara. Mas eu imaginei a situação acontecendo comigo e pensei na quantidade de NÃOs que ele já tinha levado e blá. Cedi!

Sentamos numa mesinha da Praça de Alimentação e eu descobri que tinha que tirar os tênis. E, de repente, o Fábio (nome do rapaz) estava fazendo massagem nos meus pés. E eu tava adorando a idéia de ter várias pessoas olhando para a nossa cara e pensando: WTF?

A conclusão da história é que no momento em que estava a cinco minutos de ter uma crise de nervos, me aparece um tal de Fábio, e sem nem saber, salva o meu dia. Em algum momento entre a pressão do estágio, o desespero por uma faculdade recém-saída de greve, o cansaço da noite mal- dormida e no meio de todo o resto, me surge um fisioterapeuta do nada, para me ensinar a como tirar meus pés cansados de dentro do tênis e como massageá-los para evitar o stress e as futuras varizes.

Saindo dali com o sorriso estampado no rosto e os pés relaxadérrimos, me deparo com uma tempestade. Sem guarda-chuva enfrentei aquele aguaceiro de cabeça erguida, porque afinal, eu era uma pessoa relaxada, consciente que para cada Projeto de Hidráulica existe uma massagem nos pés e que para cada stress de estágio, existe um agente fisioterapeuta ensinando as pessoas a relaxarem(Bom, talvez não exatamente nessas proporções, mas você me entendeu).

Tudo bem, eu posso estar sendo sentimentalista demais. O cara só estava fazendo o trabalho dele, que era divulgar a Fisioterapia e o bem que ela traz. Mas, para mim, ele foi a minha válvula de escape e o momento em que me sentei àquela mesa com ele, foi o momento em que tirei meu pensamento das preocupações por 5 minutos, para rir de alguma coisa essencialmente engraçada. Afinal, não é todo dia que alguém que você não conhece, te pede licença para tirar seu tênis e sua meia e massagear os seus pés.

A questão é que, às vezes a gente entre nessa neura de correria, algo que o mundo te impõe de alguma forma e eu tive a graça de me pausarem. Mas para o caso de você não ter tido essa oportunidade: respire fundo, lembre do que te faz pensar valer a pena viver e viva por isso e não para o que te causa dor, cansaço e impaciência. Mude seu foco, sua prioridade, seu olhar e sua postura.



Espero ter mudado seu dia, como o Fábio mudou o meu. Vou fazer meu trabalho, enfim.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Todo mundo tem um dia de super herói

Impressionante. Eu reclamo, reclamo, reclamo, toda vez que mamis tira férias. Calma, não me julgue mal. É que toda vez é a mesma coisa: ela põe todo mundo para trabalhar, varrer casa, arrumar armário, lavar roupa, e por aí vai. Cumprindo, portanto, meus afazeres domésticos, ou escravidão, como melhor lhe soar, me dei conta de que REALMENTE a casa precisava de uma limpezinha. Não é a toa que dei um pause na escrita rapidinho para ir lavar o pé imundo, que já sujava a cadeira branca.





A questão é: CARACA, alguém precisava fazer isso. E a sensação de dever cumprido me alivia o cansaço. Mas, ainda mais do que isso, sei que traz alívio para a minha véia. E esse é o meu heroísmo do dia. Ah, que que é? Você não esperava uma capa né? Se superpoder não existe, eu vou jogar com o que tenho: esforço.
Mas o objetivo desse post não é chamar a atenção de vocês para a minha rotina de “férias” não tão agradável e sim para o pós-trabalho-escravo, aquela sensação de que o dia foi diferente porque EU VARRI A CASA, todiiinha. Ah, vamos lá, não fiz mais que minha obrigação. Eu sei disso. Mas não tenho grandes recursos para mudar o mundo.
Esse post é mais uma partilha do que qualquer coisa. Sei que vivo falando sobre esse assunto, aquela velha história de fazer a diferença com pequenos atos, mas é que o tema me parece sempre tão novo, digamos... renovável. Não queria que virasse clichê, mas eu preciso insistir no que é bom e simples, talvez porque atitudes ousadas me assustem, apesar de necessárias, ou talvez seja só porque tantas vezes é o pequeno que me prende. Mania de pequenez? Acho que não. Só acho que há um leve erro de conceito, já que o que chamam de pequeno, tantas vezes, me parece gigante, imenso, enorme.






Ela sentou, secou o rosto, respirou fundo e bebeu com prazer a água gelada que lhe apetecia. Apesar do cansaço e do calor, ela pensou: eu realmente deveria fazer isso mais vezes. Não que se sentisse exatamente grata por ter que fazer aquilo, mas se sentia satisfeita. Olhou o relógio. “Daqui a pouco mamãe chega. Tomara que ela repare, porque eu não vou dizer nada”, falou ela para si mesma. Correu para o banho, e junto com os resquícios de poeira, desceram para o ralo seu comodismo e sua culpa. Agora ela estava limpa. Cansada, mas limpa.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sombra e água fresca



Boa noite, amigos.
Empatia está de volta, rs. Não sei exatamente porque, mas as férias me inspiram e essa inspiração que me faz voltar pra cá. Tá, eu assumo, eu sei sim: a questão é que não dá mais para usar aquela velha desculpa da falta de tempo. É batata (sim, eu continuo brega)! Todas as férias geram isso em mim, propiciam momentos de pensar, refletir e chegar à conclusão de que tem muita coisa errada e muita boca fechada. Portanto, eis-me aqui de novo, hehe.
Ééé, meus caros, com esse período do final do ano vem também aquelas lembranças de tudo o que se passou, tudo o que se viveu, tudo o que se cresceu... e o desabafo assustado:



“Caraaaaaca, o ano passou muito rápido!“
E a culpa é nossa, no final das contas, por não termos dado aos momentos os seus devidos cuidados, e termos deixado algumas pessoas importantes de lado, sem perceber, sem querer, mas fazendo mesmo assim.
Mas tuuuuudo bem! Essa é a grande sacada. Assim como o final do ano nos traz os pesares de nossos arrependimentos, das escolhas erradas, das omissões indevidas, ele pode trazer excelentes notícias ao percebermos o quanto evoluímos, o quanto nos divertimos, e como mudamos sem perceber. E o melhor de tudo, para cada final de ano, existe o começo de outro (a não ser que o mundo realmente acabe em 2012 , e bla bla bla, mas isso é outro história).
É aí que entra a nossa ousadia e coragem. Porque é muito mais fácil começar algo do zero, do que se atrever a concertar erros que sempre deixam cicatrizes. Mas nós somos e precisamos ser os protagonistas da nossa história, como eu vi em algum filme, acho que no "O amor não tira férias", cujo título, por sinal, tem tudo a ver com o que está sendo falado aqui.
Que possamos aproveitar nosso descanso, retornar às nossas amizades saudosas, aos nossos esconderijos de pensamentos, às nossas famílias. Que não nos esqueçamos o significado da palavra “renovação” e que essa é e sempre será uma possibilidade.
Vamos zoar tooooooodas e amar todos e lembrar que a nossa essência é muito mais do que temos explorado.
Boas férias, boas festas e um ótimo processo de metamorfose!

“Triste, muito triste, ela olhou pra dentro de si e lembrou do tempo em que tinha esperanças verdadeiras. ‘Eu quero tudo novo de novo’, pensou ela e foi dormir, confiante de que acordaria e se rasgaria para se tecer mais uma vez. Acordaria veste nova e dessa vez seria pra valer.”

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Porque os pequenos gestos importam
Muitas vezes deixamos de ajudar por achar que o que podemos fazer é pequeno demais e não vai mudar nada. O mundo é tão grande e seus problemas, tão graves, que os nossos gestos são insignificantes, não é mesmo?

O documentário A Small Act (algo como “Um pequeno gesto”) tenta mostrar justamente o contrário. O filme não é exatamente novo – foi exibido no festival de Sundance em janeiro do ano passado –, mas é tão inspirador que achei que seria uma bela forma de começar a semana.

A Small Act conta a história de Chris Mburu, um jovem de uma vila rural no Quênia que só conseguiu estudar com a ajuda de uma desconhecida, que contribuía para uma entidade sueca. A benfeitora anônima que todo mês depositava US$ 15 para custear os estudos de Chris era Hilde Black, uma judia alemã que se refugiou do nazismo na Suécia.


A alemã Hilde Black pagou os estudos do queniano Chris Mburu. Ele formou-se em Harvard e quis descobrir quem era sua benfeitora. A história é contada no documentário "A Small Act"

Hilde não sabia que seu dinheiro estava chegando até Chris. E Chris não sabia que era Hilde que o ajudava de tão longe. Consigo imaginar a surpresa de Hilde ao descobrir que Chris estudou seriamente e entrou na Universidade de Nairóbi. De lá, conseguiu ir para a Universidade Harvard, nos Estados Unidos, onde se formou em Direito. Graças à ajuda de Hilde e ao seu próprio esforço, Mburu tornou-se comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Já adulto, ele decidiu ir atrás da identidade da mulher que “fez a vida dele possível” e descobriu que Hilde, então com 85 anos, havia sido professora, nunca havia casado ou tido filhos, e vivia no mesmo apartamento há 35 anos. Decidiu, então, homenageá-la com uma cerimônia em sua vila natal no Quênia, com direito a banquete e roupas típicas.

O documentário mostra como a vida aproximou Hilde e Mburu e nos inspira a pensar como nossos pequenos atos podem ser fundamentais na vida de quem mais precisa – como as crianças das regiões mais carentes do mundo. Uma ajuda que pode ser insignificante para o nosso bolso pode garantir o futuro de alguém – desde, é claro, que siga para organizações sérias. Mburu, que sentiu na própria vida a importância dos pequenos gestos, repassa o ensinamento não só no cinema. Ele abriu sua própria instituição para educar crianças quenianas e distribui bolsas de estudo em nome de Hilde Black. Ele espera que, no futuro, elas possam passar a esperança adiante.
Com este post, estou passando um pouquinho dela também (Rebeca - e eu também).

Reportagem de Letícia Sorg, da revista Época.
http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2011/04/04/por-que-os-pequenos-gestos-importam/
Com este post, estou passando um pouquinho dela também.

domingo, 3 de outubro de 2010

Saudades, tantas saudades...

Me dói o coração pensar que está por vir o tempo das saudades, se é que ele já não veio há tempos. Do que eu estou falando? Deixe-me ser mais clara.
Faz tempo que eu não vejo as pessoas plenas, felizes. Tanto tempo que não vejo um rosto que transpareça serenidade. Faz tanto, tanto tempo que não consigo estar simplesmente satisfeita por andar pelas ruas, pela minha relação com as pessoas ou por ver televisão.
E, bom, talvez sejam os meus olhos que queiram ver demais, ou meu coração que seja sensível demais, mas eu simplesmente não consigo ver mais o que a humanidade tem de melhor, os seus valores. E que saudade disso!
Tudo bem, não quero ser radical aqui. Não estou falando de todo o mundo, até porque, muitos dos que eu tenho por perto são muito mais do que eu realmente precisaria ou desejaria. Mas eles são pouquíssimos, comparados à multidão dos sedentos camuflados deste mundo.
É impressionante ver que as pessoas não conseguem mais acreditar umas nas outras e, cada vez mais, procuram um lugar de refúgio, um esconderijo bem secreto, encoberto pelas máscaras que sentem a necessidade de se impor. E não estou falando de uma realidade distante de mim ou de você, talvez estes sejamos nós mesmos.
O que, por muitas vezes, nós esquecemos é que nossos olhos são verdadeiros traidores dos nossos truques tão bem planejados de camuflagem pessoal. E, só é preciso estar atento para perceber que a pessoa tão bem resolvida à nossa frente, está lutando contra uma carência insistente, ou uma insegurança perturbadora. Só precisamos de um olhar cuidadoso sobre as outras pessoas, para percebermos que aquela menina, do corpo excepcional, insiste em mostrá-lo, não só porque ele é bonito, mas porque, talvez, aquela seja a única coisa realmente boa que ela consegue encontrar em si. Talvez, ela só esteja procurando seus valores no lugar errado. Não que seja culpa dela. O mundo é cruel.
Aaah, que saudade. Do quê? Da vida verdadeira e intensa. Mas não estou falando de vida louca não. Para mim, falta de sanidade nunca foi um atrativo. Eu estou falando do que é especial, singular, íntimo. Amigos de verdade, que sim, vão te decepcionar. Humanos, fazer o quê? Mas amigos que são companheiros e refúgios de carne e osso, tão especiais, tão lindos, tão nossos. Estou falando de confiança, de revolução sadia, de esperança, de fé em Deus, de zelo pelos nossos pais e pelos nossos vovôs. Ah, que saudade de tudo isso. Que saudades de uma beleza elegante, ao invés de vulgar, que saudades de casamentos duradouros e de namorados fiéis (com maravilhosas exceções, é claro). Que saudades das crianças inocentes e dos pais atenciosos. Tanta saudade!
Que saudade de te olhar e ver “a beleza de ser um eterno aprendiz”. Nos tornamos aprendizes preguiçosos demais. E disso o mundo já está cheio.
De qualquer forma, este não é um desabafo público ou qualquer coisa do gênero. É só mais uma tentativa de chamar a atenção daqueles que têm olhos, mas não vêem, que têm ouvidos, mas não escutam.
Nós somos bons demais, para nos desperdiçarmos. Pense nisso! ; )

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Todos juntos, pelo verde e amarelo!

Como todos sabemos, estamos em época de Copa do Mundo. O que isso quer dizer? Ruas enfeitadas, amigos reunidos em frente a televisão, pessoas sendo liberadas mais cedo do trabalho, gritos de gol, conversas com os jogadores (pelo menos tentativas... há sempre esperança de que eles acabem escutando) e todo o resto que já conhecemos bem.
E é muito bom perceber que o ser humano é altamente capaz de ser simpático, animador, confiante, paciente, esperançoso... Como o Brasil fica feliz em épocas de copa, não é ? Queria que pudéssemos ser tão intensos assim no nosso cotidiano, com as pessoas que fazem parte da nossa vida, com as disputas que temos que enfrentar constantemente.
A proposta que vos faço hoje, leitores desta humilde aspirante a escritora, é viver intensamente e atentamente cada um dos momentos que o atual acontecimento proporciona. Perceber que, na verdade, o grande e verdadeiro significado desta disputa internacional de futebol está muito mais próximo de nós do que imaginamos. Eu não sei realmente onde está o grande valor disso tudo para você. Entretanto, posso afirmar, que para mim, o real valor está nos churrascos com os amigos, em poder ver minha família toda em casa, torcendo pelo mesmo ideal, ver que finalmente as pessoas encontraram motivos para festejar em meio a tanta violência e tantos problemas – inclusive, acho que até os bandidos, assaltantes, traficantes etc, param suas atividades para torcer pelo nosso Brasil-, está nas reações das pessoas quando vêem que valeu a pena esperar os 44 minutos do segundo tempo, se houve um gol decisivo aos 45.
Na verdade, não sou uma grande patriota. Amor à pátria? Não, amor às pessoas. Mas enquanto a idéia de nação for um agente que aproxime as pessoas, ela me parecerá bem aceitável.
Torçamos então pelo nosso país, aproveitemos os momentos que a Copa do Mundo nos proporciona e vivamos intensamente as emoções e reações do outro, mas, principalmente, as nossas.
; )